Videohisteroscopia x ultrassonografia nos espessamentos endometriais

Dr. Paulo Guimarães – Goiânia-GO
dra. Erika Nóbrega Henkes – Goiânia-GO
dr.Ricardo Medeiros – Goiânia-GO

 

A terceira idade vem se avolumando na demanda do atendimento em ginecologia, obrigando a realização de um melhor inquérito para follow up na peri-menopausa e menopausa. As exigências de qualidade de vida se ajustam perfeitamente às recomendações do uso em escala cada vez mais ampla dos tratamentos de reposição hormonal (trh). No rastreio dos riscos para patologia endometrial , a ultrassonografia (usg)se insere neste rol de exames propedêuticos. Os achados frequentes de espessamentos endometriais (ee)levam o ginecologista a avançar em sua investigação, muitas vezes optando pelas curetagens uterinas, na maioria das vezes desnecessárias, privando ou postergando o uso de trh.

 

No período de 28/08/95 a 30/05/97 foram realizadas 314 videohisteroscopias em serviço especializado em prevenção de câncer global (accg). A faixa etária variou de 19 a 95 anos. As pacientes foram encaminhadas para rastreio do câncer de endométrio (ce) por espessamento endometrial à usg isolada ou associada a outros dados clínicos. Em todas as videohisteroscopias foram realizadas biópsias dirigidas frente a lesões focais, ou biópsias com cureta de novak quando presente apenas a entidade de ee. Todos os exames foram realizados em regime ambulatorial, exceto 16 (5.1%) que num primeiro tempo não foram exequíveis devido a dificuldades como: estenose cervical intensa, oclusão total de canal cervical ou deformidade produzida por amputação cervical prévia. De um total de 314 videohisteroscopias, 176 (56%) foram por ee. Para efeito de protocolo foi definido o cut off segundo definido por botsis, goldstein, osmers e granberg de espessura endometrial de 6 mm para as pacientes na menopausa sem uso de trh. Neste grupo de pacientes foram encontrados 13 (7.4 %) hiperplasias endometriais simples s/ atipatias e 5 (2.8 %)adenocarcinormas de endométrio. O índice de normalidade foi constatado em 84 exames (47.7% ). A indicação de ee cursava, em menos da metade dos casos, com outras indicações como sangramento uterino anormal (sua ), pólipo, mioma, hidrometra e ee associado a uso de tamoxifen (tmx )- hormonioterapia em câncer de mama, (20mg/dia por 3 anos ).

Após revisão dos achados onde o índice de normalidade foi o resultado mais expressivo das videohisteroscopias e as indicações por ee também ocuparam um elevado percentual, fica patente que se deve melhor avaliar o endométrio pela usg, e de forma dinâmica, e em mais de um momento. Deve-se realizar teste de progesterona nas mulheres na pós menopausa, e lembrar que são importantes a experiência – e a qualificação – do médico ultrassonografista e o manuseio de equipamentos de maior sensibilidade, resultado assim num melhor screening para estudo da patologia endometrial.

 

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