Meios de atenuação da dor na videohisteroscopia

Dr.Paulo Guimarães – Goiânia-GO
dr.Vinícius Pinto Resende – Goiânia-GO
dr. Gabriel Macedo – Goiânia-GO

Sistema de prevenção de câncer (a.c.c.g.)

É inquestionável o valor da videohisteroscopia (vh) no arsenal propedeutico da ginecologia. Sua aplicação se ampliou, sendo na atualidade destinado deste avaliação nas jovens para pesquisa de infertilidade, como avaliação coadjuvante na reprodução assistida, nas enquetes de espessamentos endometriais no climatério, nos esclarecimentos diagnósticos de sangramento uterino anormais (sua), nas prevenções dos carcinomas endometriais em grupo de risco ou usuárias de tamoxifen (tmx). Nos controles pós cirúrgicos endoscópicos ou prévios a cirurgias uterina. Enfim se constata que a vh não será um procedimento único na vida da mulher. Portanto espera-se encontrar receptividade para suas indicações repetitivas. Porém o desconforto experenciado durante o exame, tem criado uma expectativa desfavorável a sua indicação num segundo tempo. “ninguém esquece uma experiência dolorosa”.

Diante deste desafio, tem sido criado pela indústria de tecnologia, óticas menos calibrosas, mas mesmo assim o desconforto ainda persiste. Iniciamos durante os cursos de videohisteroscopia, onde o manuseio do iniciante poderia produzir uma potencialização das algias, a realizar anestesias locais, utilizando o carbule do odontólogo com agulhas gengivais, tanto para bloqueio paracervical como infiltração peri-orificial do canal cervical. Obtivemos uma dramática redução do desconforto, com melhor adesão e melhor imagem do exame. A endoscopia per-oral progrediu graças ao casamento da tecnologia com métodos de atenuação álgicas proposta. Por que não aplicar a um procedimento propedêutico que se expande a cada dia aplicar também este conforto.

Materiais e métodos

No período de 13 a 17 de abril de 1999 e 22 a 26 de junho de 1999, foram realizadas 450 videohisteroscopias no sistema de prevenção de câncer da associação de combate ao câncer de goiás (a.c.c.g.) Pela prever-diagnósticos em ginecologia, vem executando videohisteroscopia diagnostica num pool aleatório de pacientes e divididos em três grupos de estudo para levantamento do índice de dor. Denominamos:

  • Grupo 1 (g1):com 50 pacientes com média de idade de 35,7 (18a 70anos) onde o procedimento foi realizado sem anestesia local.
  • Grupo 2 (g2):com 200 pacientes com média de idade de 36,4 (17anos a 68anos) onde a anestesia com bloqueio paracervical foi executada.
  • Grupo 3 (g3):com 200 pacientes média de idade de 36,7 (18 anos a 71 anos) com anestesias realizadas com bloqueio peri orificial do canal cervical.

O status pós menopausal foi verificado sendo encontrado:18,0%, 15,5%, 18,5% respectivamente e todas sem trh. A obesidade foi quantificada pelo imc (índice de massa corporal) sendo acima do score de 25 encontrando 24,0%, 41,0% e 43,5% respectivamente. Os exames foram executados por 36 médicos durante um treinamento especifico e intenso em videohisteroscopia, monitorados por professores. As pacientes eram encaminhadas aleatoriamente pela recepção e encaminhadas as salas especificas. Em nenhuma das pacientes havia indicação objetiva para a videohisteroscopia e foi levantado diagnósticos de patologias corporais e endometriais em pacientes assintomáticas (veja quadro 2). Todas as pacientes foram submetidas a videohisteroscopia com ótica de 4mm e camisa de 5mm, (storz endoview), fonte de luz xenon 250w histeroflator (storz, endoview) eletrônico com 45ml de fluxo por minuto de co2 com pressão intra-uterina de 70mmhg. As anestesias foram realizadas com instrumental odontológico (carpulle) com agulha gengival ag 30gc da ibras. Cbo e utilizado tubetes de lidocaina 2% sem adrenalina de 2ml, sendo no bloqueio paracervical realizado 1ml em cada sitio paracervical as 5h e 7h. Na técnica de peri-orificial 0,5ml em cada locus de 12/3/6/9h respectivamente a 0,5cm do bordo do oe. As pacientes eram instruídas após o exame a avaliar sua dor através de um quadro onde por cor da mais clara para escura e por volumes de menor ao maior de um triângulo invertido e numerado de 1 a 10. Sendo a dor de avaliação subjetiva, o quadro reproduz com consistência este índice. Análise de diferença nas médias de respostas ao nível de dor, conforme o procedimento adotado, feita pelo método de análise de variância ao nível de significância de 5%, mostrou existência de diferença entre os grupos. Houve um índice de exames não realizados devido em sua maioria a estenose cervical e menor freqüência por hemorragia de percurso. Respectivamente 2% ,12% 10,5%.

Na avaliação dos achados houve significância evidente entre o grupo g1, g2 e g3 nas análises de testes paramétricos . Até score 3 o índice mínimo de dor foi maior nos grupos de anestesia local (g2, g3) que no grupo sem anestesia (g1). No score 1 o grupo g1 não obteve nenhuma ocorrência, sendo 17,5% e 23,5% nos grupos g2 e g3. No score 2 aproximadamente 8 vezes e 7 vezes respectivamente g2 e g3 quando comparado com o g1. No score 3 os achados referidos se aproximam. A partir do score 4 novamente observamos nova predominância porém, no grupo g1 onde a dor moderada para intensa inicia sua elevação até o score 7 sendo em torno de 20 vezes e 10 vezes maior que no grupo g2 e g3 respectivamente. Nos score 8, 9 e 10 os índices são próximos. As intercorrência como reflexo vagal foi durante o trabalho observado em 4 pacientes, sendo 1, 2 e 1 respectivamente g1 g2 e g3. Não foi observado em nenhum grupo a necessidade de interrupção por dor insuportável.

Conclusão

O meio de atenuação do desconforto durante a videohisteroscopia em regime ambulatorial utilizando a metodologia acima descrita, melhora a adesão e a receptividade ao exame videohisteroscópico, permitindo sua nova indicação em outros momentos da vida da mulher, quando se fizer necessário, sendo de fácil execução e baixo custo sem alterar o tempo médio do procedimento videohisteroscópico.

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